Demência no Idoso e TrânsitoEntrevista WebMotors

Por Elisandra Villela Gasparetto Sé (Fonoaudióloga, Mestre em Gerontologia pela Unicamp, Doutoranda em Neurolingüística pela Unicamp)

 

2- Como a família deve proceder nos casos de demência no idoso?

 

A família enfrenta um desafio em orientar e convencer o idoso que ele necessita de uma avaliação e até mesmo deixar de dirigir. Com relação à avaliação que deve ser feita para identificar os casos de idosos que apresentam declínio cognitivo ou até mesmo uma demência inicial é antes de renovar a carteira de habilitação levá-lo ao médico neurologista e explicar o que tem acontecido, as dificuldades que estão surgindo, os riscos, etc… Assim o médico juntamente com uma equipe multidisciplinar fará uma avaliação objetiva e subjetiva da cognição e fará orientações à família quanto à necessidade de outros exames e ou testes para a renovação da CNH e até mesmo quais procedimentos mais seguros a serem tomados.

 

Desta forma, as informações da família têm de ser precisas e são fundamentais para a tomada de decisão sobre a capacidade do idoso de participar de forma ativa no trânsito ou não para sua melhor segurança. Se o idoso apresenta dificuldades na visão e audição e isto esteja comprometendo a sua aptidão em dirigir, é importante que a família também adote estratégias alternativas para a segurança da pessoa idosa, como, por exemplo, não deixar que saia sozinho, dirigir durante a noite, ao dirigir em estradas deixar que alguém leve ou busque-o no local e até mesmo oferecer alternativas compensatórias como a escolha de um meio de transporte e de melhores horas para seu uso.

 

Claro que as medidas restritivas não são bem vistas pela pessoa que terá que deixar de fazer algo que sempre fez, mas a tomada de consciência das mudanças advindas com o avançar da idade, que as estratégias compensatórias que poderá utilizar é importante para a preservação da sua qualidade de vida, para eliminar os perigos de acidentes e maiores consequências. A família poderá ajudar nesta conscientização e explicar que aceitar a velhice não é a mesma coisa que se considerar velho.

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