Diferentes Técnicas ajudam na Preservação da MemóriaImagine se existisse uma pílula da memória. Apenas um simples comprimido seria suficiente para não esquecermos nunca mais a data de aniversário do avô ou todos os detalhes daquela viagem de verão. Pois essa milagrosa invenção já está sendo desenvolvida por cientistas da Universidade da Califórnia, que afirmaram à revista “New Scientist” que ela poderia ser usada na recuperação de pessoas em estado de cansaço, no tratamento de pacientes com Alzheimer e até mesmo para aumentar o desempenho de pessoas saudáveis. Em fase de testes, a droga deve entrar no mercado em 20 anos.

 

O neurocientista Iván Izquierdo, pesquisador do Centro da Memória da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e autor do livro “Questões sobre Memória” (ed. Unisinos, 128 págs., R$ 13), não está convencido de que essas novas pesquisas tragam soluções significativas para os transtornos de memória. “Os resultados em animais são ótimos, mas os clínicos são insuficientes. São drogas paliativas”, diz.

 

Sobre o uso de fórmulas para aumentar a agilidade no processo de produzir e armazenar informações em indivíduos normais, Izquierdo afirma que “a memória funciona o tempo todo no máximo da sua capacidade possível”.

 

Se as soluções mágicas ainda parecem distantes, muita gente encontra formas singulares para preservar, exercitar e valorizar a memória enquanto ela está acessível – seja arquivando músicas, montando álbuns de fotografias, guardando objetos antigos ou conversando com pessoas mais velhas.

 

Publicado na Folha de São Paulo (08/09/2005)
Escrito por: Tatiana Diniz e Marcos Dávila

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